Lisa corria. Nunca lamentou tanto por ter asma. Uivou, tirou a pistola do bolso interno de seu sobretudo e atirou na testa da mulher que a perseguia.
- Seis. Que merda…
Agora só tinha uma bala.
***
Ângelo chegou em casa ainda estupefato por ainda estar a sentir o mesmo estranho torpor que o atingiu quando viu a garota em sua sala durante a prova.
- Ângelo, meu querido, é você?
- Eh… Sim… – ele falou fraco.
Andou até seu quarto e caiu na cama.
Quando acordou, Ângelo se sentia estranho. Pensava devagar demais. Chegou à cozinha e encontrou um bilhete de sua tia: “Querido Ângelo, fiz bolo de carne para você, está no forno.“
Olhou para o relógio. 2 horas da manhã. Comeu um pedaço do bolo, colocou seu casaco e saiu pela porta dos fundos. Longe de casa, entrou num beco e andou alguns metros até chegar no bar. Foi até o balcão fitou a garçonete: “O coelho já está na toca?”. Ele o encarou com medo e sussurrou: “Sim. Venha comigo.” Ele foi atrás dela e desceu as escadas onde ela parou. “Me entregue a chave” Ela disse. Ângelo pegou em seu bolso um objeto parecido com uma caneta e entregou à mulher, que observou com repugnância a mão queimada do estranho homem.
***
Enquanto terminava a prova, ficava cada vez mais tensa com o garoto que a fitava. Começava a cogitar se ele era um Dominador. Estava com a sensação já comum de leveza e devaneando. O professor começou a recolher os cartões de resposta. Ela estava rígida em sua carteira. Recusava-se a aceitar que estava tremendo. O professor anunciou que eles estavam dispensados. Ela correu desesperadamente para o estacionamento, deu a partida em seu Chevette 87, uns dos únicos privilégios a qual ela se entregava, e foi buscar a irmã. Precisava pensar rápido.
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- Eu não aceito menos que esse valor! – Ângelo disse rispidamente.
- Fique sabendo que não estou disposto a pagar tanto por tão pouco.
- Pegou o saco de LSD, e se levantou. Apontou o dedo para o traficante:
-Você irá pagar!. Assim, saiu do recinto.
***
Monique suava enquanto dirigia. Apaixonara-se por um dominador.